domingo, abril 22, 2007

Está quase na hora do adeus...

Um ano foi uma hora
Um dia foi um segundo

Breves momentos, que agora
São poeiras neste mundo

Como este tempo passou
Por mim num só instante

Mas se à morte a vida dou,
Guardo a alma de estudante.

Passou tão rápido... E agora?...

2 comentários:

Desconhecido disse...

seguimos em frente...

Anónimo disse...

My finger is on the boton

Tenho a mão em cima do botão vermelho.
Acordei cedo, mecanico e energetico como quem se levanta (pobre formiginha) para mais uma das cinzentas 356 jornadas, monotonas, engravatadas e acrescenta um trasso mais à contagem decrescente da sua patética vida.
Aínda sinto o calor, protector, do peito rubro, tão confortante, tão confiante, tanto amor no olhar da mamã. Cabra! -Come a sopinha que a mamã já vem. Prometeste e eu fiquei, inocente, paciente, cinco penosos, odiosos anos a olhar para a porta.
Se ao menos me tivesses avisado...
Enquanto acaricio, macio o botão lembro os anos à procura, crua maldade, escura a falcidade, falsa as verdades das comadres. -A mamã foi para a beira do Senhor. Sim, de penor fui mil carinhos sofucado, odiado o afecto, errados caminhos.
Se ao menos tivesse chorado...
Sinto o poder tactiado do botão e vejo o teu olhar, lindo brilhante. Palpitar ofegante, da tua respiração. Tocaste no coração, cego, esperança vã. Traiçoeira maçã que dás a Adão.
Chora Mondego porque não haverá amanhã.
Se ao menos me tivesses amado...

Sérgio Rodrigues Junho/06