Esqueci-me.
De beijar o tempo e percorrer a chuva.
De ouvir o céu e de olhar os pássaros.
De caminhar sobre a água do mar imenso, de me deixar ir ao sabor do vento que penteia os teus cabelos escuros...
Esqueci-me de fazer tudo ao contrário, para deixar que o tempo e a vida pusessem tudo no lugar.
Deixei de me sentir parte de algo grande, para me sentir parte de mim. E eu sou tão pequenina, às vezes...
Sento-me ao colo das ondas que já beijaram a tua pele, e a pele de um número infinito de pessoas, que são só pessoas, que eu não conheço. Na verdade, não te conheço também. Julgo saber que fui feliz contigo, um dia, numa tarde solarenga, em que passeámos de mãos dadas pela berma de uma estrada sinuosa, longe de tudo.
Fiquei sem memória de nós, no dia em que olhei nos teus olhos e não te vi.
Porque nós, sem ti, somos nada.
E agora olho o céu e já não é azul, aqui, da janela do meu quarto escuro. Onde o tempo e chuva se misturam, porque a chuva entra nas entranhas do tempo e transforma um dia bom num dia mau, um sorriso num olhar vazio.
Nada disto faz sentido, penso.
Mas também...não tem de fazer. Talvez amanhã...
De beijar o tempo e percorrer a chuva.
De ouvir o céu e de olhar os pássaros.
De caminhar sobre a água do mar imenso, de me deixar ir ao sabor do vento que penteia os teus cabelos escuros...
Esqueci-me de fazer tudo ao contrário, para deixar que o tempo e a vida pusessem tudo no lugar.
Deixei de me sentir parte de algo grande, para me sentir parte de mim. E eu sou tão pequenina, às vezes...
Sento-me ao colo das ondas que já beijaram a tua pele, e a pele de um número infinito de pessoas, que são só pessoas, que eu não conheço. Na verdade, não te conheço também. Julgo saber que fui feliz contigo, um dia, numa tarde solarenga, em que passeámos de mãos dadas pela berma de uma estrada sinuosa, longe de tudo.
Fiquei sem memória de nós, no dia em que olhei nos teus olhos e não te vi.
Porque nós, sem ti, somos nada.
E agora olho o céu e já não é azul, aqui, da janela do meu quarto escuro. Onde o tempo e chuva se misturam, porque a chuva entra nas entranhas do tempo e transforma um dia bom num dia mau, um sorriso num olhar vazio.
Nada disto faz sentido, penso.
Mas também...não tem de fazer. Talvez amanhã...
1 comentário:
há dias assim... amanhã vai ser melhor :)*
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