Queria-lhe pedir para guiar os meus passos. Para me amparar quando estiver a cair, para me dar a mão quando for preciso subir, ou para me ajudar a descer quando estou acima do que era suposto. Fecho os olhos, ou desvio o olhar, porque estou à procura dele dentro de mim. Ou a sussurrar-me ao ouvido - como fazia tantas vezes - que vai correr tudo bem, que tudo passa. Gostava de ser aventureira como ele era, à maneira dele. Tanta vida num corpo tão forte e tão frágil ao mesmo tempo. Sabia que se lhe desse a mão ia correr tudo bem, estava segura, ele não deixava que corresse mal.
Tenho saudades dele. De cuidar dele. Dos beijos carinhosos dele. Daquele olhar sempre a escrutinar o meu à procura do que pudesse estar mal. Recordo com carinho a fase em que estava mais sensível, em que chorava por tudo e por nada. Em que chorava só por me ver. Pela alegria de me ver mais uma vez.
E eu que gostava de o ter visto mais uma vez.
Não me deixe, amanhã.
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