Acabo de chegar do cinema.
Fui ao cinema sozinha pela primeira vez, é um acontecimento a anotar. Pensei que ia apanhar uma grande seca, enganei-me. Quando estou sozinha fico mais atenta ao que me rodeia, ao que me acontece, ao que acontece aos outros. E foi bom ir sozinha ver aquele filme, embora a companhia do costume me tenha feito falta para trocar um comentário ou um olhar.
Saí de lá com uma vontade imensa de escrever. Reflectir sobre as várias mensagens que o filme me transmitiu, com uma força imensa.
August Rush é o nome artístico de Evan Taylor, um rapaz que passou onze anos e dezasseis dias (he's been counting) numa casa de acolhimento para rapazes, para onde foi mandado assim que nasceu pelo seu avô. À mãe, uma violoncelista brilhante (e linda), fora dito que a criança tinha morrido à nascença, na sequência do atropelamento que a fez ir parar ao hospital. O pai, esse nunca soube da existência de uma criança, fruto de uma noite deliciosa passada a ver a lua cheia bem lá no alto de tudo, onde o céu fica apenas à distância de um olhar. Até ao dia que o destino dos três se volta a juntar, e aí tudo faz sentido.
O fio condutor? A paixão pela música. A música que move montanhas, que faz rodar o mundo, que dá cor aos dias... A música que emana de tudo o que mexe.
"Ouçam.
Conseguem ouvir?
A música...
Eu consigo ouvi-la em todo o lado.
(...)
Basta que nos entreguemos a ela
Basta que a escutemos."
E foi entregando-se à música com todo o seu ser, sempre fiel aos seus princípios e sempre certo das suas prioridades, que August conseguiu o seu maior sonho - ser encontrado pelos pais.
Passando por muitas provações, claro. Encontrando algumas pessoas com menos carácter pelo meio, sim. Mas é espantosa (surreal, mesmo) a lucidez que Freddie Highmore empresta ao menino prodígio. Aliás, estão todos muito bem: desde Keri Russell (Lyla, a violoncelista), a Jonathan Myers (Loius, o cantor irlandês lindo de morrer), passando, claro, pelo sempre magnífico Robin Williams (Wizard, o pseudo-agente de um monte de crianças de rua).
Depois do filme, um pensamento.
Vale sempre a pena correr pelos nossos sonhos. Por mais que nos digam que eles estão num sítio onde nunca poderemos chegar, por mais que as nossas pernas pareçam pequenas e frágeis demais para o longo caminho. ACREDITAR é a palavra de ordem. E seguir O SOM DO CORAÇÃO...
Foi bom ter ido ver este filme. Reajustou uns quantos medos cá dentro. Reafirmou outras tantas certezas...
Fui ao cinema sozinha pela primeira vez, é um acontecimento a anotar. Pensei que ia apanhar uma grande seca, enganei-me. Quando estou sozinha fico mais atenta ao que me rodeia, ao que me acontece, ao que acontece aos outros. E foi bom ir sozinha ver aquele filme, embora a companhia do costume me tenha feito falta para trocar um comentário ou um olhar.
Saí de lá com uma vontade imensa de escrever. Reflectir sobre as várias mensagens que o filme me transmitiu, com uma força imensa.
August Rush é o nome artístico de Evan Taylor, um rapaz que passou onze anos e dezasseis dias (he's been counting) numa casa de acolhimento para rapazes, para onde foi mandado assim que nasceu pelo seu avô. À mãe, uma violoncelista brilhante (e linda), fora dito que a criança tinha morrido à nascença, na sequência do atropelamento que a fez ir parar ao hospital. O pai, esse nunca soube da existência de uma criança, fruto de uma noite deliciosa passada a ver a lua cheia bem lá no alto de tudo, onde o céu fica apenas à distância de um olhar. Até ao dia que o destino dos três se volta a juntar, e aí tudo faz sentido.
O fio condutor? A paixão pela música. A música que move montanhas, que faz rodar o mundo, que dá cor aos dias... A música que emana de tudo o que mexe.
"Ouçam.
Conseguem ouvir?
A música...
Eu consigo ouvi-la em todo o lado.
(...)
Basta que nos entreguemos a ela
Basta que a escutemos."
E foi entregando-se à música com todo o seu ser, sempre fiel aos seus princípios e sempre certo das suas prioridades, que August conseguiu o seu maior sonho - ser encontrado pelos pais.
Passando por muitas provações, claro. Encontrando algumas pessoas com menos carácter pelo meio, sim. Mas é espantosa (surreal, mesmo) a lucidez que Freddie Highmore empresta ao menino prodígio. Aliás, estão todos muito bem: desde Keri Russell (Lyla, a violoncelista), a Jonathan Myers (Loius, o cantor irlandês lindo de morrer), passando, claro, pelo sempre magnífico Robin Williams (Wizard, o pseudo-agente de um monte de crianças de rua).
Depois do filme, um pensamento.
Vale sempre a pena correr pelos nossos sonhos. Por mais que nos digam que eles estão num sítio onde nunca poderemos chegar, por mais que as nossas pernas pareçam pequenas e frágeis demais para o longo caminho. ACREDITAR é a palavra de ordem. E seguir O SOM DO CORAÇÃO...
Foi bom ter ido ver este filme. Reajustou uns quantos medos cá dentro. Reafirmou outras tantas certezas...
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