sábado, junho 27, 2009

Rei da Pop

Quando era mais nova e morava com os meus pais, havia uma parabólica lá em casa. Um prato enorme e branco estrategicamente colocado no telhado, virado para o espaço à procura de apanhar os canais que fosse possível. E apanhava muitos. Só não eram aqueles que eu queria ver, mas apanhava muitos. Um deles fazia as delícias das minhas tardes sozinha em casa. Passava música a toda a hora, música "antiga", que tinha marcado talvez a geração da minha irmã ou dos meus tios mais novos. Músicas de lendas como Michael Jackson, Prince, e outros mais "excêntricos", eram a banda sonora das minhas tardes, enquanto dançava à frente da televisão ou simplesmente me estendia no sofá a matar o tempo.

Por isso, a notícia da morte do Rei da Pop, a quem eu seguia os passos e de quem admirava os videoclips, os movimentos, as interpretações, caiu-me mal. Tive mesmo pena, porque ele fazia parte das minhas memórias mais queridas, e por tudo aquilo que ele representou, principalmente na música, onde estava muito à frente do seu tempo.

Se calhar, ele tinha razão quando escreveu "Man in the Mirror", em 1988. Às vezes o mundo à nossa volta só muda se começarmos as mudanças em nós. E acho que ele passou a vida a tentar mudar-se, pelo menos por fora, para mudar o mundo. Em vão?

"I'm starting with the man in the mirror / I'm asking him to change his ways / And no message could have been any clearer / If you wanna make the world a better place / Take a look at yourself, and then make a change."

Rest in peace, finally. Where there is no need to change anymore, because there is already a good place.

1 comentário:

Fátima disse...

fiquei chocada também... não esperava. ainda no outro dia comentava com uma amiga que gostava de ainda ver um concerto dele. ele tinha a música nos pés... e uma alma enorme.