Não estou deprimida. Não estive a ouvir fado nem a ver fotos nem a olhar para o meu quarto e para o que me faz pensar em ti. [Em ti, Coimbra, entenda-se.] Pelo menos já não faço isso há cerca de duas horas, o que já é uma vitória.
Subidas, descidas, calçadas de ruas de cheiros inconfundíveis e inesquecíveis desde a primeira vez. Aquela primeira vez que desci a rua... a mesma rua que desci e subi e desci e subi milhões de vezes. Aquela rua é a minha. Aquele é o lugar do meu carro. Aquela é a minha janela. Ninguém me pode tirar isso... Ok, já não tenho a chave de minha casa, mas isso é só um pormenor...
Sentimento de um vazio pleno de saudade e lembranças intensas e queridas. Mistura de sensações e impressões. Vontade de chegar à sexta com a certeza de que no domingo estou lá outra vez...Em casa. Home, sweet home.
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