sexta-feira, agosto 17, 2007

Ontem li...

Todas as coisas boas duram o tempo necessário para que se tornem inesquecíveis...

Hoje penso...

Dói cá dentro porque nem sempre o necessário é o bastante... Inesquecível, sim. Mas não chega!


"Esperei-te no fim de um dia cansado, à mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro na parede já azul poente.
Alguém me sorri do balcão corrido, alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos para onde podemos sempre fugir.


Na tarde tão fria, há gente que chega e toma um café apressado
E há os que entram com o olhar perdido, à procura do futuro no avesso do passado.
O tempo endurece qualquer armadura, e às vezes custa a arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito que não deixam partir nem deixam chegar.


O escuro lá fora incendeia as estrelas, as janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos num pequeno reflexo da lua.
Enquanto espero percorro os sinais do que fomos, que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele do que foi feliz e do que foi triste.


Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu braço fechado
.


Por tudo o que me dás quando és guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar, no ar quente da saudade.

Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu braço fechado
.

Por tudo o que me dás quando és guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar, no ar quente da saudade."


Há músicas lindas, não há?
Mafalda Veiga e João Pedro Pais.
Como alguém de quem gosto muito diria... Em duas palavras: Bru Tal.

Sem comentários: