LISBOA é dos turistas, como COIMBRA é dos estudantes e o PORTO é dos "portistas".
Sou ingénua demais para viver em Lisboa, ou em qualquer cidade com esta dimensão. Gosto de passear a olhar para o céu, para a paisagem, para lado nenhum. Em Lisboa, temos de ter, literalmente, "um olho no burro e outro no cigano". Ou na cigana que veio ter comigo duas vezes seguidas para me tentar vender uns óculos de sol. Eu já tinha uns óculos de sol na cara, seria difícil de perceber que não queria comprar outros??... Não gosto que me forcem a fazer coisas, muito menos a comprar coisas de que eu acho que não preciso.
Esta cidade não é de ninguém, na verdade. Porque parece que é de todos... parece uma prostituta num bordel que se dá a qualquer um, ou uma cigana na rua que, sem ninguém dar conta, vai ao bolso ao primeiro transeunte que apanhar.
O metro é horrendo, dá-me náuseas, sono, vómitos, tudo ao mesmo tempo. É sombrio, assusta.
As ruas são bonitas...não fossem as pessoas. Acho que esta cidade seria muito mais linda se as pessoas não fossem estas. Não gosto das pessoas de Lisboa. Desculpem-me, lisboetas...
E depois... é um sentimento contraditório. Parece que as pessoas são muito mais viradas para si próprias e não ligam ao que se passa à sua volta. Pode morrer um velhinho do outro lado da rua, que poucos serão os que a atravessam para ajudar. Mas ao mesmo tempo parece que não há privacidade, estão todos uns em cima dos outros, uns ouvem as conversas dos outros porque não há mais cadeiras livres...ou...sei lá...parece que há sempre alguém a observar. Big brother (or somebody else...) is watching you...!
Os sons de Lisboa...os carros a apitar, as sirenes, os apitos dos polícias, a música que vem das lojas que convidam ao consumo desenfreado que faz dor de cabeça, entrar, sair, entrar, sair, está calor lá dentro, cá fora há um monte de gente a fumar... AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH
Não consigo gostar.
Tenho saudades de Coimbra.
Sou ingénua demais para viver em Lisboa, ou em qualquer cidade com esta dimensão. Gosto de passear a olhar para o céu, para a paisagem, para lado nenhum. Em Lisboa, temos de ter, literalmente, "um olho no burro e outro no cigano". Ou na cigana que veio ter comigo duas vezes seguidas para me tentar vender uns óculos de sol. Eu já tinha uns óculos de sol na cara, seria difícil de perceber que não queria comprar outros??... Não gosto que me forcem a fazer coisas, muito menos a comprar coisas de que eu acho que não preciso.
Esta cidade não é de ninguém, na verdade. Porque parece que é de todos... parece uma prostituta num bordel que se dá a qualquer um, ou uma cigana na rua que, sem ninguém dar conta, vai ao bolso ao primeiro transeunte que apanhar.
O metro é horrendo, dá-me náuseas, sono, vómitos, tudo ao mesmo tempo. É sombrio, assusta.
As ruas são bonitas...não fossem as pessoas. Acho que esta cidade seria muito mais linda se as pessoas não fossem estas. Não gosto das pessoas de Lisboa. Desculpem-me, lisboetas...
E depois... é um sentimento contraditório. Parece que as pessoas são muito mais viradas para si próprias e não ligam ao que se passa à sua volta. Pode morrer um velhinho do outro lado da rua, que poucos serão os que a atravessam para ajudar. Mas ao mesmo tempo parece que não há privacidade, estão todos uns em cima dos outros, uns ouvem as conversas dos outros porque não há mais cadeiras livres...ou...sei lá...parece que há sempre alguém a observar. Big brother (or somebody else...) is watching you...!
Os sons de Lisboa...os carros a apitar, as sirenes, os apitos dos polícias, a música que vem das lojas que convidam ao consumo desenfreado que faz dor de cabeça, entrar, sair, entrar, sair, está calor lá dentro, cá fora há um monte de gente a fumar... AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH
Não consigo gostar.
Tenho saudades de Coimbra.
1 comentário:
E do Porto? :p
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