terça-feira, janeiro 15, 2008

Movi[ment]os. Passos no escuro...

São 7h10 da manhã. Acordei há meia-hora e não consegui adormecer de novo. Já tinha sido grande a batalha para adormecer, quando me deitei à 1h30. Insónias? Não sei... Não seria de estranhar, em mim.

Estive a chorar. Acordei triste, como já não acordava há muito tempo.
Não estou aqui a queixar-me...(Não quero dar razão aos que dizem que passo a vida a fazê-lo, ainda que tenham um pouco...)
Quero apenas desabafar.

Há um ano atrás, não estava bem. Foi uma fase complicada da minha vida, com muitas confusões, indecisões, muito trabalho, muita coisa a ruir à minha volta, a maior parte por minha causa. Havia coisas que corriam bem, naturalmente, mas na generalidade a minha vida estava ao contrário. Hoje posso dizê-lo, porque me sinto com a lucidez que não tinha, porque acho que reencontrei o que tinha perdido de mim.
Mas...
Mesmo quando os dias corriam mal. Mesmo quando estava cansada e já não tinha forças. Mesmo quando o resto do mundo parecia não me perceber. Mesmo quando...tudo...mesmo que estivesse de rastos...Tinha um sítio para onde fugir, onde esquecia TUDO. De uma forma estranha, impressionante, que até a mim me fazia confusão. Um sítio onde, pelo menos por duas horas, o mundo ficava lá fora, e lá dentro tudo estava bem.

Era feliz, sentia-me livre, bonita, sentia-me uma peça encaixada no puzzle que é o cosmos, algo de transcendental. É estranho de perceber, eu sei.

Esta noite sonhei que tinha voltado lá. E que tinha reencontrado um bocadinho de mim, esse bocadinho completamente solto e feliz de quem tenho tantas saudades. Esse bocadinho realizado, de bem com tudo, de bem consigo próprio. Foi bom o reencontro. Mas depois...acordei. E vi que afinal foi um sonho. E como eu gostava que ele se realizasse...
Gostava de voltar a ter esse escape, porque começo a sentir-me de novo em baixo, sem rumo. Sem saber muito bem o que fazer, o que pensar, o que esperar. Ou...será que devo esperar?


1,2,3
5,6,7

Tenho saudades de dançar. Era isto que queria dizer...

Obrigada por me terem ouvido...

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