Enquanto pensava em algo para escrever aqui, "folheava" a edição online do P e deparei-me com uma notícia, no mínimo, "mal cheirosa":
- José Diogo Quintela, dos Gato Fedorento, foi apanhado a conduzir com 1,65 g/l de álcool no sangue, enquanto fazia uma ultrapassagem pela direita, na noite de passagem de ano. Muito bom. Fantástico. Um gajo que se enfrasca em directo ainda sai a conduzir e ainda por cima ultrapassa pela direita...Coitado, teve azar. A PSP viu, e o menino foi "pa pildra"...
40h de trabalho comunitário parece-me justo, a indemnização a uma instituição de solidariedade social parece-me melhor ainda. Vá lá, ao menos uma boa notícia...
Desculpem, isto nem tem nada a ver com nada, mas...achei digno de nota.
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Hoje vi, na 2:, uma reportagem que me deu volta ao sistema...
Discutia-se, no programa Sociedade Civil, a tão famosa nova Lei do Tabaco, que entrou em vigor às 00:00 horas de 1 de Janeiro (para alguns). Os entrevistados eram acérrimos defensores do tabaco e, portanto, mostravam-se completamente contra esta lei "execrável" que proíbe o fumo em locais públicos fechados. O horror, o drama, o terror. Sim, porque "cada um tem o direito de fumar, cada um tem o direito de se matar, cada um tem o direito de beber, cada um tem o direito de fazer mal ao seu corpo da maneira que bem entender". Sim, claro. Parece-me sensato, inteligente e até constitucional. Ou não.
Ouvir um senhor dito "importante", que fuma 2 maços e meio de tabaco por dia, a dizer que cada um tem o direito de se matar da maneira que mais lhe convier e lhe der mais prazer é um atentado à característica que, dizem, nos distingue dos demais seres vivos: a racionalidade. A inteligência. A capacidade de perceber que a vida é um bem inalienável e que está acima de todos os outros bens.
Bolas...se não tem respeito pela própria vida, que tenha respeito pela vida dos outros. Não???
To be continued...
[Kiss]
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