quinta-feira, julho 31, 2008

Podre

Acordou tarde, a persiana fechou-lhe as portas do mundo. Num ápice, levantou-se da cama e saiu. Rasgou a pele, cheirava a podre. Putrefacta no corpo todo.

O cabelo frisado, os olhos esbugalhados, olheiras negras e fundas. Os ossos saltam-lhe da carne.

Estou a ficar doente, pensou para o espelho.

Vestiu-se e saiu. Lá fora, cheira a mar. Ao mesmo tempo, a merda.
A Merda de vida.

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