terça-feira, julho 01, 2008

Ser nada

Vou desenhar-me com linhas finas, contornos redondos e perfeitos. Traçar os limites da carne, abrir os limites do espírito. Cobrir-me de um tracejado grosso, carruagem do vaivém do meu espaço.

Abrir os olhos e ver-me do alto, observar como pestanejo e me movo na rua, enquanto passo entre os olhares indiscretos de uma multidão e do vazio.

Sou isto. Tudo isto. Nada disto.


Palhaços
Pombos
Tartarugas
Pedintes
Folhas secas...

Um almoço no Jardim.

1 comentário:

Fátima disse...

jardim da estrela...pequenos momentos de liberdade em dias aprisionados...