Pode estar vazio e passar despercebido no armário mais chique.
Pode estar cheio com um dos melhores vinhos e animar ocasiões especiais. Ser motivo de sorrisos, olhares mais ou menos discretos, momentos felizes ou exageradamente tristes.
Pode quebrar a qualquer altura...
O som de um copo de vidro a quebrar arrepia-me, assusta-me, deixa-me em sobressalto. Tenho quebrado alguns ultimamente.
É tudo tão frágil. Tão leve. Tão estupidamente efémero e incerto e findável. De um minuto para o outro podemos perder tudo o que temos, e o que temos é tanto mas parece tão pouco.
21 gramas.
Será esse o peso da nossa alma, de tudo o que somos?
Surpreende-me que a alma possa ser tão leve. O nosso espírito, a nossa consciência, o brilho que temos nos olhos, a energia que nos anima e que envolve o espaço que habitamos... pesam apenas 21 gramas?
Acho que na hora da nossa morte perdemos bem mais do que isso. Perdemos a oportunidade de ver crescer os projectos que criámos, de testemunhar os momentos importantes de quem amamos. Morrer sem ter tempo de dizer adeus, de um beijo de despedida. Talvez seja melhor assim para alguns, que preferem guardar boas imagens. Eu acho que não... Gostava de ter tempo de me despedir das pessoas que me amo, de dizer um até já, de implorar mil e uma coisas...
A vida é uma merda quando se cruza com a morte. E o pior é que ela está ao virar de cada esquina.
1 comentário:
adorei esse filme com a naomi watts e o sean penn...deixou-me em transe alguns momentos, no fim...
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