quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Bem aqui... na minha mão.

Abro os olhos e adormeço
Sem a mente fraquejar
Saio pela manhã
De passagem, coisa vã
Derrapagem, que a viagem
Tem princípio, meio e fim

Enquanto vergo não parto
Enquanto choro não seco
Enquanto vivo não corro à procura do que é certo

Não me venham buzinar
Vou tão bem na minha mão
Então vou para
Ver o que dá
Pé atrás na engrenagem
Altruísta até mais não

Enquanto vergo não parto
Enquanto choro não seco
Enquanto vivo não corro à procura do que é certo

Presa por um fio
Na vertigem do vazio
Que escorrega entre os dedos
Preso em duas mãos
Que o futuro é mais
O presente coerente na razão
Frases feitas são reféns da pulsação

Enquanto vergo não parto
Enquanto choro não seco
Enquanto vivo não corro à procura do que é certo

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