Sensação de impotência, de frustração.
De uma realização que foi adiada, ou eliminada, ou riscada do mapa das concretizações.
Um realização profissional, mas acima de tudo pessoal.
Queria escrever um monte, uma montanha de coisas agora... Mas não consigo. As lágrimas tolheram-me as palavras, porque as que eu queria dizer foram ditas pelas pessoas que, como eu, mostraram o seu descontentamento e a sua desilusão com a inutilidade de um canudo...
Valeu pela experiência, pelo saber, pelas amizades, pelas horas passadas a crescer... Mas será que valeu por aquilo que supostamente devia valer?
Valeu. Valeu a pena, não posso dizer que não. Não seria a pessoa que sou hoje. Mas gostava de ser mais, e... Não consigo. Eu juro que tento, eu tento todos os dias. Mas não consigo.
Não morreu o sonho... ainda não. Mas tenho medo de deixá-lo morrer, porque é tão difícil manter a esperança, a força para continuar à procura.
Hoje foi muito difícil. A sério. Tenho lido muito, ao menos isso... Mas a dada altura tenho de me levantar, para esticar as pernas. Como não tenho ninguém com quem falar ao longo do dia, o que é que eu hei-de fazer...? Vou fazer festinhas às minhas gatas...Brinco com elas ao sol. Espero impacientemente que a Xana tenha os bebés, para eu poder passar horas a admirar aquelas coisas deliciosas e ternurentas...Mas ela não se decide. Ainda não está na hora.
Que merda de vida, que merda, que merda, que merda de vida! Apetece-me gritar e chorar ao mesmo tempo, mas é inútil. Para quê? Ainda me chamam maluca...
Na verdade, acho que estou mesmo a ficar maluca. Espero não me deixar ir...
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