São lágrimas de um anjo que sonhou voar
Corre em círculos, devora o tempo e o espaço e corre veloz
Cortaram-lhe as asas da imaginação. Criaram um monstro.
Um monstro horrendo. Sem olhos. Boca cosida com as linhas negras da agonia.
Chora. Pede, berra, grita, manda o mundo parar para ele ser feliz.
Uma borboleta no chão dá saltos e saltinhos na tentativa de voltar a ver o mundo lá de cima, no livre curso do vento que sopra lá fora, tão forte que abana consciências distraídas e vazias.
Chove cá dentro. Mas o anjo vai continuar a sonhar e a borboleta vai continuar a tentar.
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