quarta-feira, abril 30, 2008

Ela não queria sair da minha mala. Deitou-se confortavelmente sem pedir autorização, sem pensar que aquilo não é cama de gata. Peguei nela e mudei-a para cima da cama, enrolada em si mesma. Resmungou e mal eu virei costas voltou a instalar-se no lugar já quentinho. Sai daí... Queres vir comigo, é? Eu também queria. Queria tanto. Mas depois a Sisi ia morrer de tristeza, com saudades da sua cara-metade. E a minha mãe, como ia viver sem aqueles olhos verdes sempre a pedir colo...?

Não posso trazê-la comigo. Trago a imagem dela e o som do miar quente e prolongado, como quem responde sempre à chamada, como quem pede um bocadinho de peixe, só mais um bocadinho, vá lá....
Tão doce...


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