Nostalgia de espaços perdidos na minha mente enrodilhada na estrada que me leva a lado nenhum.
A lado nenhum onde eu queira estar.
Saudade de cheiros que me invadem o corpo com a força de um furacão. Calor de fim de tarde. A rua despida com as flores roxas no chão.
Passo.
Dou por mim a dar pontapés num papel amassado. Um e outro, um atrás do outro. O papel voa com o vento. Sinto que me me estou a afastar de mim.
Mas continuo por perto. Às voltas... à procura da entrada no edifício das portas transparentes. Espreito. Não vejo ninguém.
Mas não vou desistir de entrar.
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